Coronavírus: Campinas e Indaiatuba entram na lista de SP para receber alojamentos temporários para população de rua

Programa do governo estadual prevê 20 vagas em instalações viabilizadas pelas prefeituras dentro dos protocolos de prevenção à Covid-19.

Estado fará doação de R$ 10 mil e do mobiliário.

Morador em situação de rua, no Centro de Campinas, pode ter mais uma opção de abrigo Fernando Pacífico/G1 Campinas (SP) e Indaiatuba (SP) entraram na lista das 50 cidades que foram qualificadas pelo Governo do Estado de São Paulo para receber alojamentos temporários para a população de rua.

O programa prevê auxílio com R$ 10 mil e mobiliário para 20 vagas.

As prefeituras precisam oferecer locais que possam ser adequados aos protocolos de prevenção à Covid-19 para obter as doações. O anúncio do programa foi feito nesta segunda-feira (1) pelo estado.

Por conta do quadro de pandemia, a Secretaria de Desenvolvimento Social de SP informou ao G1, nesta terça (2), que não há um prazo para que as administrações municipais decidam se vão aderir ou não à iniciativa. O critério se baseou no número de famílias e pessoas em situação de rua.

Foram consideradas cidades com mais de 100 mil habitantes, a incidência de casos de coronavírus e as projeções populacionais do sistema Seade para 2020.

População de rua Segundo a Secretaria, os números de pessoas em situação de rua considerados no levantamento para a elaboração do programa foram informados pelas prefeituras ao Sistema Único de Assistência Social (Suas), do governo federal. Campinas: 1.792 famílias Indaiatuba: 162 famílias Sobre o número, a Prefeitura de Campinas informou que o dado atualizado na cidade é do último censo, que contabilizou 822 pessoas em situação de rua em 2019.

Em relação ao programa, ainda aguarda que o estado envie oficialmente as regras para verificar a possibilidade de adesão.

Campinas registrou, até o momento, 1.869 casos de coronavírus e 80 mortes provocadas por complicações da doença. A Prefeitura de Indaiatuba não se posicionou sobre o programa até esta publicação.

Nesta segunda (1), a administração municipal anunciou um alojamento também temporário para a população de rua com 36 vagas.

A cidade registrou 276 casos de coronavírus até o momento, sendo 25 óbitos. Cidades precisam ter estratégia Os municípios interessados deverão apresentar uma estratégia para receber a estrutura, com um local pré-definido que tenha condições de ser adaptado dentro das orientações técnicas de distanciamento entre as camas para prevenir o contágio por Covid-19.

Também é preciso apresentar número suficiente de profissionais que ficarão por conta desse serviço. "Cada município deverá firmar um Termo de Aceite para obter como benefícios emergenciais: a doação de 20 camas de solteiro e 20 colchões de solteiro, o repasse financeiro de R$ 10 mil e as orientações técnicas para a operação dos alojamentos provisórios", informou a nota do estado. Como funcionam os recursos Os colchões e camas são doações, e precisarão ser patrimoniados como bens das prefeituras, que também terão que prestar contas dos recursos financeiros recebidos ao estado. O valor de R$ 10 mil é um montante único, que poderá ser usado como a administração municipal determinar a fim de viabilizar o alojamento.

A medida também atende à demanda por abrigo às vésperas do inverno, e poderá ser mantida pelas prefeituras, se assim quiserem. Manual explica regras para o alojamento As prefeituras deverão seguir as diretrizes do Manual de Procedimento para Instalação de Alojamento Provisório para Isolamento – API, que detalha as boas práticas sanitárias, de infraestrutura e recursos humanos.

O manual é dividido em três frentes: informações gerais - introduzindo a temática sobre fluxos, pactuações, público alvo e características de risco. check-list de preparação e montagem - abordando sobre a infraestrutura necessária, condições sanitárias, recursos humanos, observações operacionais e definições de fluxo dos residentes. regras de admissão, convivência e saída - tratando sobre os critérios para o acolhimento e saída, organização do espaço e monitoramento da saúde dos residentes. Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19 Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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